Os dois que perderem na semi se encaram em Miami pra ver quem leva a medalha que ninguém quer. Não conta pro título, mas fecha a chave.
Não é chute (apesar do nome do site). Cada seleção ganha uma força que combina três sinais. O mercado pelo título (peso 55%) — Polymarket, Kalshi, DraftKings, FanDuel, o consenso das casas (tudo sem a margem da banca) e o supercomputador da Opta. O rating Elo (25%, do worldcupelo.com, que sobe e desce a cada jogo). E o xG (20%, saldo de gols esperados por jogo, via RealGM) — o quanto a seleção cria e concede de chances de verdade, não só o que o placar diz. Um mede o dinheiro e a sabedoria do mercado, outro o histórico de resultados, o terceiro o desempenho por baixo dos panos.
A chance de cada jogo sai do confronto dessas forças pela fórmula do Elo, com três temperos: vantagem de casa pras anfitriãs (EUA, México e Canadá jogando em seu país), um empurrão de torcida menor pra quem leva muita diáspora ao estádio (Brasil, Argentina, México e Colômbia em sedes dos EUA — Miami que o diga), e no mata-mata um desconto a favor do azarão, porque pênalti é loteria. Depois rodamos a chave inteira dezenas de milhares de vezes pra ver quem chega mais longe.
No chaveamento, o % é a chance do favorito vencer aquele jogo; a lista de favoritos ao título (ao lado) é o mercado puro — por isso às vezes os dois discordam, e tudo bem. Jogo de grupo pode empatar, então ali aparecem as três chances. Tudo é refeito sozinho toda manhã, 5h30 de Lisboa, com Elo e mercado novos — então os números mexem a cada rodada.